O que é terapia infusional e como funciona o tratamento
- Dr Bernardo Cleto

- 25 de ago.
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Escrito e revisado por: Dr. Bernardo Cleto, CRM 520121401-2 RJ, RQE nº 59871, Reumatologia Publicado em: 20/08/2026 | Atualizado em: 20/08/2026

Quando o reumatologista indica um tratamento por infusão, é comum o paciente sair da consulta com mais dúvidas do que respostas. O que exatamente vai ser feito? Preciso ficar internado? Vai doer? Quanto tempo demora?
Este texto explica, em linguagem simples, o que é a terapia infusional, em quais situações ela costuma ser indicada dentro da reumatologia e como acontece uma sessão do começo ao fim.
O que significa terapia infusional
Terapia infusional é a administração de um medicamento diretamente na corrente sanguínea, por meio de uma veia, de forma programada e acompanhada por uma equipe de saúde.
Diferente de uma injeção rápida, o medicamento entra no organismo aos poucos, em velocidade controlada, durante um período que pode variar de alguns minutos a algumas horas, dependendo da substância utilizada.
Esse processo acontece em ambiente ambulatorial, ou seja, o paciente chega, recebe o medicamento e vai para casa no mesmo dia. Não é uma internação.
Por que alguns medicamentos são administrados por infusão
Nem todo medicamento pode ser tomado em comprimido. Algumas substâncias são destruídas pelo sistema digestivo ou não são bem absorvidas pelo intestino, o que faz com que a via oral simplesmente não funcione.
Na reumatologia, os tratamentos costumam seguir três caminhos:
Via oral: comprimidos ou cápsulas, tomados em casa.
Via subcutânea: injeção aplicada sob a pele, muitas vezes autoaplicada pelo próprio paciente.
Via intravenosa: a infusão, feita em um centro preparado para isso.
A escolha entre elas não é uma preferência do paciente nem do serviço. Depende do medicamento prescrito, da doença, da fase do tratamento e da avaliação do médico que acompanha o caso. Alguns medicamentos existem apenas em uma dessas apresentações.
Quais doenças reumatológicas podem envolver infusão
A terapia infusional aparece com frequência no tratamento de doenças inflamatórias e autoimunes, ou seja, condições em que o sistema de defesa do corpo passa a atacar os próprios tecidos.
Entre as situações em que esse tipo de tratamento pode ser indicado estão:
Artrite reumatoide
Lúpus eritematoso sistêmico
Espondilite anquilosante
Artrite psoriásica
Vasculites
Esclerose sistêmica
Osteoporose, em casos que envolvem medicação intravenosa
É importante deixar claro que ter uma dessas condições não significa que a infusão será necessária. Muitos pacientes são acompanhados por anos apenas com medicação oral. A indicação depende do quadro clínico, da resposta aos tratamentos anteriores e da avaliação do reumatologista.
O que são medicamentos imunobiológicos
Grande parte das infusões feitas na reumatologia envolve uma classe de medicamentos chamada de imunobiológicos.
São medicamentos produzidos a partir de células vivas, desenvolvidos para agir em pontos específicos do processo inflamatório, em vez de reduzir a resposta imune de forma ampla. Na prática, eles atuam sobre alvos determinados dentro do sistema de defesa, o que é diferente do funcionamento dos medicamentos convencionais.
Como são moléculas grandes e complexas, não resistem à passagem pelo sistema digestivo. Por isso precisam ser administrados por injeção ou por infusão.
Como funciona uma sessão de infusão, passo a passo
O roteiro pode variar conforme o medicamento e a orientação médica, mas em geral segue esta sequência.
Antes da sessão. A prescrição do reumatologista, a autorização do convênio e a documentação necessária são resolvidas no momento do agendamento, com antecedência. No dia da infusão, o paciente não precisa levar nada além da carteirinha do plano de saúde.
Chegada e avaliação. No dia, a equipe confere os dados do paciente, a prescrição e a dose. São verificados sinais vitais como pressão arterial, temperatura e frequência cardíaca. É o momento de informar qualquer mudança recente na saúde, como febre, gripe, infecção em tratamento ou início de um novo medicamento.
Pré-medicação, quando indicada. Em alguns casos o médico prescreve medicações antes da infusão, com o objetivo de reduzir a chance de reações. Isso não acontece em todos os tratamentos.
Punção e início da infusão. É feito o acesso à veia, geralmente no braço, com sensação parecida com a de uma coleta de sangue. O medicamento passa a ser administrado em velocidade controlada.
Durante o procedimento. O paciente permanece acomodado enquanto recebe a medicação. A equipe acompanha o processo e pode ajustar a velocidade da infusão conforme a resposta do organismo.
Período de observação. Após o término, é comum que o paciente permaneça no local por um tempo, para que a equipe observe como ele reagiu ao medicamento.
Orientações e próxima sessão. Antes de ir embora, o paciente recebe orientações sobre o que observar em casa e sobre o intervalo até a próxima aplicação, quando houver.
Por que a infusão é feita em um ambiente preparado
Medicamentos administrados por via intravenosa podem provocar reações, com maior frequência durante a aplicação ou nas horas seguintes. Sinais como coceira, vermelhidão na pele, calafrios, alteração da pressão ou desconforto respiratório precisam ser identificados rapidamente.
Isso não significa que reações sejam esperadas em todos os casos, nem que sejam necessariamente graves. Significa que o procedimento exige avaliação prévia, acompanhamento durante a aplicação e estrutura para agir caso algo aconteça.
É por esse motivo que a infusão é realizada em um serviço com equipe presente e material disponível, e não em casa.
O que é um centro de infusão não oncológico
Historicamente, os centros de infusão no Brasil se desenvolveram ligados à oncologia, para aplicação de quimioterapia. Com o avanço dos tratamentos para doenças autoimunes, surgiu a necessidade de espaços dedicados a outro perfil de paciente.
Um centro de infusão não oncológico é um serviço voltado a pessoas que recebem medicação intravenosa por causas que não são câncer, como as doenças reumatológicas, neurológicas e imunológicas.
Na prática, isso muda a experiência do paciente. O ambiente, a rotina da equipe e o tempo médio de permanência são pensados para esse tipo de tratamento.
A ReumaMed mantém centro próprio de infusão em Niterói, com equipe médica no local, o que permite que o acompanhamento clínico e a aplicação aconteçam no mesmo serviço.
Dúvidas frequentes
Preciso ficar internado? Não. A terapia infusional é ambulatorial. O paciente vai embora no mesmo dia, após o período de observação.
Quanto tempo dura uma sessão? Na ReumaMed, o tempo médio é de duas a três horas. Esse intervalo inclui o preparo, a administração do medicamento, o período de observação e o lanche oferecido ao paciente. A duração exata varia conforme o medicamento prescrito.
Preciso fazer jejum? Não é necessário jejum. O paciente pode se alimentar normalmente antes da sessão, e um lanche é oferecido durante o período em que ele permanece na clínica.
Preciso levar alguma coisa no dia? Apenas a carteirinha do plano de saúde. A documentação do tratamento, incluindo prescrição e autorização, é organizada previamente, no agendamento.
Posso levar acompanhante? Pode. Não é exigido acompanhante, e a maior parte dos pacientes vem sozinha. Quem preferir vir acompanhado pode fazê-lo, mas o acompanhante aguarda fora da sala de infusão, que é um ambiente reservado aos pacientes em atendimento.
A infusão dói? O incômodo se concentra no momento da punção da veia, semelhante ao de um exame de sangue. Durante a administração do medicamento, a maioria das pessoas não sente dor.
O tratamento é para sempre? O tempo de tratamento e o intervalo entre as sessões são definidos pelo médico, de acordo com a doença e com a resposta de cada paciente. A interrupção por conta própria, mesmo com melhora dos sintomas, pode comprometer o controle da doença.
Próximo passo
Se você recebeu indicação de tratamento infusional ou está em acompanhamento reumatológico e quer entender como o procedimento acontece, conheça o centro de infusão da ReumaMed ou fale com nossa equipe sobre documentação, convênio e agendamento.
Para agendamento de consulta com reumatologista em Niterói, acesse nossa página de consultas.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação médica individual. O diagnóstico, a indicação de tratamento e o acompanhamento devem ser realizados por um médico.
Escrito e revisado por: Dr. Bernardo Cleto, CRM 520121401-2 RJ, RQE nº 59871, Reumatologia Publicado em: 20/08/2026 | Atualizado em: 20/08/2026
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